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: ÍNDICE : AVALIAÇÃO ESCOLAR: UMA PROPOSTA PARA REFLEXÃO NA SALA DE AULA

Professor Msc Gilmar J. Fava - Professor
pgilsp@gmail.com

Data: 14/06/2005

AVALIAÇÃO ESCOLAR: UMA PROPOSTA PARA REFLEXÃO NA SALA DE AULA

AVALIAÇÃO ESCOLAR: UMA PROPOSTA PARA REFLEXÃO EM SALA DE AULA

(SCHOOL EVALUATION: A PROPOSAL FOR REFLECTION IN CLASSROOM)

Professor Msc Gilmar J. Fava

RESUMO: O texto apresenta algumas abordagens sobre a forma de avaliação escolar, a visão que os professores têm sobre o tema e traz à luz da discussão uma reflexão para essa prática de abordagem nos limites da sala de aula.

ABSTRACT: The text presents some approaches on the form of school evaluation, the vision that the teachers have on the theme and he/she brings to the light of the discussion a reflection for that approach practice in the limits of the classroom.

KEYWORDS: A avaliação escolar; Avaliação na sala de aula; Reflexão sobre avaliação.

Contacto: pgilsp@gmail.com

ABORDAGEM PRELIMINAR

A trajetória da Educação brasileira vem sendo marcada pelo fracasso escolar, pelos altos índices de repetência, evasão e analfabetismo, o que têm gerado amplas discussões no cenário nacional, em busca de se garantir uma aprendizagem de qualidade. Esforços em vários aspectos são feitos para construir alternativas que venham provocar mudanças estruturais na escola como um todo e na prática pedagógica dos professores. Diante deste cenário, é necessário que a Secretaria da Educação e Cultura, através de um Planejamento Estratégico, empreenda esforços para que essas questões possam ser amenizadas de forma que se garanta a melhoria da qualidade do ensino público, tendo para isso, a mobilização dos educadores para repensarem a prática educativa e elaborarem um documento que possa orientar e nortear o processo avaliativo, dentro de uma abordagem social e interacionista.

Desse modo, a construção de uma proposta de avaliação da aprendizagem deve ter início a partir de estudos de diversos referenciais bibliográficos, Propostas Curriculares de alguns estados e municípios, e tendo como parâmetro a legislação vigente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9394/96, dentre outras e resultados de Pesquisas Nacionais, Estaduais e Municipais, bem como o relato de experiências vivenciadas por professores.

Poder-se-ia, numa versão preliminar, passar-se por um processo de discussão e reconstrução na qual possam participar professores de toda a rede de ensino e técnicos da SE, o que a tornaria mais legítima e próxima de nossa realidade, cuja finalidade seria de se apresentar diretrizes que poderiam nortear o processo de avaliação da aprendizagem, reconhecendo-se a complexidade que é a prática avaliativa, e se acreditar que a avaliação da aprendizagem pode ocorrer de forma humana, inclusiva e coerente com o dinamismo da sociedade contemporânea e suas implicações em que o indivíduo se constrói educativamente.

1. INTRODUÇÃO

Ao se propor a construção de uma Proposta de Avaliação da Aprendizagem para o Sistema Educacional, é necessário que se reflita sobre as questões políticas, geográficas e socioeconômicas que são resultantes de uma história de luta e de emancipação de cada região. Hoje faz forte, independente e acolhedor, circundado por outras questões e com uma razão que favorece a imigração e miscigenação de etnias, crenças, costumes e a cultura de um povo.

Para se atender a essas necessidades, exigem-se esforços coletivos no sentido de potencializar as diversidades na direção de uma educação de qualidade, desenvolvendo o ser humano no âmbito social, político, econômico e cultural, o que impõe a necessidade de se ofertar uma educação respaldada em uma política inclusiva e democrática.

Nesse viés, a proposta de avaliação da aprendizagem, em consonância com a Proposta Curricular do Ensino Fundamental e Médio, sugere uma avaliação que deve ser entendida como fonte de informação e referência para a formulação ou reformulação das ações pedagógicas, objetivando a formação integral do educando e o cumprimento da função social da escola.

Na avaliação global o que norteia e orienta o ensino e a aprendizagem são as diretrizes gerais e os quatro eixos estruturais da educação:

a) Aprender a Conhecer: diagnosticar as dificuldades encontradas no processo de aprendizagem nos aspectos cognitivos, culturais, sociais, biológicos e afetivos, a fim de acompanhar o desenvolvimento do educando; despertando a capacidade de avaliar a si mesmo;

b) Aprender a Fazer: interferir no processo educativo de forma a redirecionar todo o trabalho e a prática pedagógica para que seja garantida a aprendizagem fundamental;

c) Aprender a Viver Juntos: ampliar as possibilidades de aprendizagem desenvolvendo o conhecimento do outro, a percepção das interdependências, procurando- se identificar as conquistas e dificuldades dos alunos, professores e toda a gestão pedagógica e administrativa;

d) Aprender a Ser: promover uma educação comprometida com o desenvolvimento total da pessoa, proporcionando a formação do educando como cidadão autônomo, crítico e participativo no contexto social, político e profissional, para a obtenção de novos conhecimentos.

Dessa forma, poder-se-ia afirmar que o ensino, a aprendizagem e a avaliação são partes integrantes, não podendo ser considerados como processos independentes e distintos. Essa integração deve ter como resultado uma educação em que se atenda a necessidade de mudanças, transformações e inovações nos diversos segmentos da formação humana, não bastando aos alunos apenas o entendimento dos conceitos, mas sendo preciso uma compreensão do processo para assim, apropriarem-se dos conteúdos do saber fazer, dos procedimentos a serem utilizados na prática e em suas atitudes como ser humano e como cidadãos.

A avaliação deve ser entendida como uma atividade dinâmica e sistemática, que permeia e subsidia a prática pedagógica, através de instrumentos práticos, que possam dar um redimensionamento e redirecionamento para novos procedimentos do Sistema Educacional no atendimento de toda a demanda, com o objetivo do desenvolvimento integral do educando.

1.1 DIRETRIZES GERAIS DA AVALIAÇÃO: OS ASPECTOS CONCEITUAIS E LEGAIS

“Se buscamos uma escola que não seja uma preparação para a vida, mas que seja ela mesma uma rica experiência de vida, se buscamos uma escola que não seja reprodutora dos modelos sociais discriminatórios, mas promotora do desenvolvimento integral de todos os alunos, temos de repensar a avaliação”.(VASCONCELOS, 2000)

A avaliação da aprendizagem é uma questão político-pedagógica e deve sempre contemplar as concepções filosóficas de homem, de educação e de sociedade, o que implica em uma reflexão crítica e contínua da prática pedagógica da escola e sua função social.

Nesse contexto, há necessidade de referenciais que sejam claros no processo avaliativo, não podendo se limitar à verificação da aprendizagem de conteúdos ou atividades, usando-se tão somente os instrumentos de provas e notas, embora façam parte desse processo. Por isso, a avaliação deve contemplar uma concepção mais ampla, uma vez que envolve formação de juízos e apreciação de aspectos qualitativos. Essa deve ser compreendida como uma ação reflexiva do processo da aprendizagem, pois é um instrumento essencial no desenvolvimento social, afetivo e cognitivo. No sistema educacional, a avaliação deve acontecer de forma organizada e planejada de acordo com as normas que regem o Sistema de Ensino.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) , em seu artigo 9º, Inciso VI, diz que a União se incumbirá de assegurar o processo nacional de avaliação do rendimento escolar do Ensino Fundamental, Médio e Superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a definição de propriedades e a melhoria da qualidade do ensino. Já, no artigo 24, inciso V, alínea a, ressalta que a avaliação deve ser contínua e cumulativa em relação ao desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.

A avaliação da aprendizagem deve levar em conta os objetivos propostos no planejamento do professor e ser feita continuamente através de trabalhos individuais e em grupos, provas subjetivas ou objetivas ou outros procedimentos pedagógicos, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, sempre. A aprendizagem do aluno que apresentar necessidades educacionais especiais deverá ser adequada ao seu nível de desenvolvimento, observando suas habilidades e competências, contando com a participação dos profissionais envolvidos em seu processo educacional e assim aprimorar seu conhecimento.

Com normas legais do processo avaliativo que orientem toda a prática pedagógica, através de uma concepção democrática, a escola deve se valer tanto do processo de avaliação quanto do compromisso de todos os envolvidos, dando ao educando oportunidade que deve ser exercida através do direito de avaliar e ser avaliado, participar do processo, ser ouvido, com direito à informação, negociação e sigilo, oferecendo condições para que o aluno analise o seu contexto e possa produzir cultura. Isso significa reconhecê-lo como sujeito do seu contexto sócio-histórico.

No que se refere ao aluno, a avaliação deve ser um instrumento de tomada de consciência de suas conquistas e dificuldades, e ao professor deve favorecer reflexão contínua de sua prática pedagógica, contribuindo com a construção de um planejamento que atenda as reais necessidades dos alunos.

Desse modo, pode-se dizer que levar em conta os diferentes aspectos do desenvolvimento dos alunos não significa atribuir notas e conceitos a tudo que se realize nas atividades escolares. Atitudes e valores devem ser acompanhados, pois eles fazem parte do processo educativo, não podendo ser objeto de avaliação quantitativa, incapaz de mensurar o progresso nos aspectos procedimentais e atitudinais dos educandos, não querendo com isso dizer que se devem aprovar os alunos de forma aleatória, mas se ter o cuidado de lhes garantir aprendizagem que possibilite seu sucesso no processo escolar.

Na concepção de Luckesi (2001), avaliar é acolher o aluno no seu ser e no modo de ser para, a partir daí, decidir o que fazer. Isso implica na possibilidade de verificar uma situação da forma como se apresenta, para depois intervir. Agindo dessa forma, o processo avaliativo será visivelmente progressivo.

1.1.1 A Dimensão avaliativa

Por ser a avaliação um momento de encontro e diálogo é necessário que passe a assumir um caráter inclusivo, onde o aluno adquira confiança em si mesmo, sendo estimulado a progredir cada vez mais em busca de novos conhecimentos, ampliando sua visão de mundo.

A ação avaliativa oferece subsídios para os educadores refletirem sobre a prática pedagógica, no intuito de procurar identificar os conhecimentos prévios do aluno, auxiliando-o no seu processo de desenvolvimento e construção da sua autonomia. A prática da avaliação deverá ser coerente com a metodologia de ensino utilizada pelo professor. Ensinar e avaliar devem ter correspondências quanto aos níveis de complexidade adotados, ou seja, não se deve ser simplista ao ensinar e complexo ao avaliar, ou vice versa.

Avaliando a aprendizagem, avalia-se o ensino, num processo contínuo, pois o que se pretende questionar com isso é a forma ensinada, sua adequação às várias maneiras de desenvolver as aprendizagens apresentadas na sala de aula, levando-se em consideração a contextualização e fatos históricos vividos pelos alunos que influenciam na sua forma de aprender. É necessário que o professor conheça as características do grupo como um todo, o desenvolvimento cognitivo, psicológico e social e, a partir daí, organize condições adequadas para a aprendizagem, redirecionando o planejamento, dentro de seus aspectos de flexibilidade, e suas estratégias de ensino, pois aprender é construir significados e ensinar é oportunizar esta construção (MORETO, 2002, p.58).

A Proposta de Avaliação da aprendizagem, fundamentada nos princípios sóciointeracionistas, que compreende o educando como um ser em constante processo de construção e transformação, deve fazer com que a Avaliação se constitua como um instrumento pedagógico não apenas para mensurar, de modo imediatista, o conhecimento adquirido pelo aluno, mas para fazê-lo desenvolver em sua dimensão cognitiva, implicando também antever o desenvolvimento educativo do aluno em dois processos articulados e indissociáveis: diagnosticar e intervir. Desta forma, uma avaliação no sentido de intervir, proporciona ao educando um ‘feedback’ que o orienta no processo de aprendizagem e na autonomia do saber, não sendo possível um diagnóstico sem uma intervenção e uma intervenção sem um diagnóstico, pois um depende do outro na articulação dos procedimentos a serem tomados.

As quatro dimensões a seguir apresentam um sentido amplo mediante a necessidade de formação do educando, pois são interligadas e não podem ser dissociadas umas das outras. Dessa forma, essas relações se intensificam no processo de ensino-aprendizagem, tendo como parâmetro uma coerência de avaliação e um diagnóstico que sempre é, burocraticamente necessário, tendo em vista a menção que se aplica a essa complexidade denominada avaliação.

Dimensão Quando Função Permite Verificar Tomada de decisão

Diagnóstica(aprender a conhecer) Contínua - Permite a verificação do conhecimento prévio do aluno, favorecendo ao professor uma investigação quanto ao caminho que se deve percorrer para promover a aprendizagem. - Normalmente, essa avaliação faz-se necessária para saber quem é esse aluno, o que ele sabe, suas necessidades, hábitos e preferências, para depois adotar estratégias e intervenções pedagógicas adequadas para cada um dos problemas detectados. - Neste momento, esta avaliação oportuniza ao aluno conhecer seu grau de dificuldade e avanços em determinadas áreas do saber. - particularidades (experiências, valores, crença, cultura, necessidades e interesses) dos alunos; - saberes que os alunos possuem; - conhecimentos que precisam ser aprendidos; - competências e habilidades que deverão ser desenvolvidas. - Intervenção; - Prevenção; - Mudança de metodologias e na aplicação dos conteúdos; - Recuperação paralela.

Formativa(aprender a fazer) Final de atividade / conteúdo - Acontece de forma processuais e contínuas, auxiliando o processo ensino e aprendizagem, possibilitando ao professor acompanhar a construção do conhecimento do educando, intervindo de imediato no processo pedagógico, orientando a reelaboração do seu planejamento, isto quer dizer, fazer na prática. - os avanços e as dificuldades de aprendizagem; - a correção dos desvios, intervenções imediatas; - o processo pedagógico. - Recuperação individualizada; - Revisão do planejamento; - Ajustamento das ações educativas; -Revisão do currículo; - Feedback. (relação de correspondência entre professor e aluno)

Somativa(aprender a viver junto) Final de atividade / conteúdo - É a soma de um ou mais resultados que acumulam os dados que vão permitir a ampliação das possibilidades de aprendizagem, considerando cada aspecto progressivo na produção do conhecimento, procurando analisar e identificar as conquistas e dificuldades dos alunos, professores e toda a gestão pedagógica e administrativa, contribuindo para o desenvolvimento da prática educacional. - o progresso adquirido pelo aluno no período letivo; - parâmetros seguros para qualificação da prática pedagógica, assim como a qualificação do aluno ao final do período; - a prática educacional. - Reorientação da prática educacional; - Reflexão sobre o conhecimento adquirido; - Revisão do currículo e metodologias pedagógicas.

Emancipatória(aprender a ser) Contínua - O enfoque é qualitativo, provocando a crítica, possibilitando aos sujeitos libertarem-se de condicionamentos determinados; oportunizando um processo democrático e dialógico, de forma a interferir na construção e desenvolvimento do seu próprio processo de aprendizagem - autenticidade e compromisso; - habilidade de relacionamento pessoal; - desenvolvimento total da pessoa; - reconstrução de seu conhecimento; - se é ativo, crítico e reflexivo. - Selecionar conteúdos significativos; - Mudar metodologias na aplicação de conteúdos.

Assim, verificadas as condições acima, podemos dizer que a avaliação do processo de ensino e aprendizagem é uma constante: Ação → Reflexão/ Reação → Ação.

2 ELEMENTOS DE INTEGRAÇÃO DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO

2.1 A avaliação e o professor

Na avaliação, o professor assume a função de investigar quais as dificuldades enfrentadas pelos alunos, o porquê dessas dificuldades e os meios para superá-las, pois quando se utiliza a informação adquirida para criar novas situações de intervenção é que a avaliação pode ser considerada um instrumento de aprendizagem.

Para uma avaliação precisa e segura, são necessários instrumentos, critérios de avaliação e registros que enfoquem as várias dimensões do processo educativo e, principalmente, que se saiba interpretá-los para que se tornem eficazes, pois alguns objetivos planejados que não foram alcançados durante o processo de ensino e aprendizagem, necessitarão de ajustes mediante as dificuldades apresentadas pelos alunos.

Segundo Moreto (2000), para se ter sucesso no ensino é preciso que o professor estabeleça claramente os objetivos ao preparar suas aulas, analisando os conteúdos propostos e verificando se são relevantes para o contexto de seus alunos, considerando as características psico-sociais, graus intelectuais, capacidade de estabelecer relação do conteúdo ensinado com o dia–a–dia.

Assim, a ação do professor deve estar deliberadamente voltada para a promoção da aprendizagem dos alunos, garantindo a todos um bom desempenho em todas as atividades. Para tanto, é necessário que o professor reveja o currículo, o seu plano de curso, o planejamento, as estratégias, os métodos e os materiais didáticos até que consiga os resultados esperados.

Seguindo por esse caminho, a auto-avaliação de sua prática pedagógica e da capacidade de lidar com a diversidade dos alunos em situações adversas exige um equilíbrio emocional e atitudes que fomentem a aprendizagem e a prática dessa atividade de aprendizagem. A sala de aula é um laboratório particular para a prática pedagógica e a aprendizagem do educador, pois é seu fazer pedagógico que intensificará a inter-relação com os alunos, começando de onde eles estão, possibilitando a esses alunos estabelecerem uma aprendizagem significativa, como um novo ponto de partida para seu trabalho, e assim entender e usufruir do verdadeiro sentido da avaliação escolar.

2.1.1 Critérios para prática avaliativa

Os critérios de avaliação indicam as expectativas que se quer alcançar com a aprendizagem dos alunos, considerando as competências e habilidades propostas para cada área de conhecimento, de modo a refletir sobre os conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, de forma que os critérios refiram-se ao que é essencial, fundamental e indispensável para que o aluno possa continuar aprendendo, lembrando que o período de escola é um período de desenvolvimento intelectual do aluno em que ele precisa se preparar para entender linguagem em contexto, os mais diversos (MORETO, 2002).

Esses procedimentos devem estar comprometidos com a práxis didático-pedagógica, de forma que é necessário ao professor:

- Ter clara a concepção utilizada como suporte da prática pedagógica;

- Planejar as suas aulas cotidianamente;

- Reelaborar e atualizar seus conhecimentos;

- Estabelecer com clareza o que será avaliado;

- Selecionar e comunicar aos alunos as técnicas e instrumentos de avaliação serem utilizados;

- Dar ao aluno o direito de questionar, duvidar e errar;

- Considerar o erro como um dos indicadores do nível de aprendizagem;

- Fazer intervenções em tempo hábil;

- Valorizar os acertos dos alunos, incentivando e elevando sua auto-estima;

- Registrar os resultados da avaliação para acompanhamento e progressão do aluno;

- Explicar previamente ao aluno o que se espera dele ao final de cada atividade proposta;

- Iniciar cada atividade, levantando os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto que será tratado;

- Estimular e incentivar os alunos a superar os desafios;

- Diagnosticar os avanços e dificuldades dos alunos, propondo atividades de recuperação paralela;

- Valorizar e respeitar o ritmo de aprendizagem dos alunos;

- Promover a auto-avaliação do aluno, estabelecendo critérios que possibilitem a confiança mútua.

Através desses compromissos é que se poderá ter uma visão mais aprimorada do que pode ser a avaliação em relação ao aluno e sua competência.

2.1. 2 A avaliação e o aluno

Para o aluno, a avaliação deve ter o saber doce do refazer, do recomeçar e não o sabor amargo do fracasso, da constatação do erro. Diante disso, o professor é um degrau para seu aprendiz chegar à sabedoria e o conhecimento deve ser dosado pelo interesse e capacidade da aprendizagem.

A avaliação é fundamental para o aluno, quando ele participa do processo avaliativo, interpretando seu desempenho com relação ao desenvolvimento intelectual, procurando superar suas dificuldades e limites, de forma interativa e integrada com o contexto educacional.

Com a prática efetiva da avaliação, o professor deve promover a integração e a conscientização dos alunos para aprendizagens essenciais e a autoformação de cidadãos autônomos, críticos e participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem.

A prática da auto-avaliação proporciona ao aluno analisar suas atitudes, valores, habilidades e competências, tornando-o sujeito do processo ensino e aprendizagem, conquistando sua autonomia de forma responsável e de confiança, em si mesmo.

Ao fazer auto-avaliação o aluno estará: a) analisando e pensando o próprio processo de aprendizagem (como eu aprendi)? (Como percebi meu desenvolvimento)?; b) desenvolvendo um conceito de si mesmo; c) reconhecendo seu próprio esforço para aprender.

Nesse sentido, faz–se necessária uma ação transformadora e dialógica, em que o aluno seja parte integrante do processo e não apenas objeto da avaliação quantitativa, com vista a compreender, atuar e transformar seus conhecimentos, de maneira a atender suas necessidades psico-sociais e as exigências do mercado de trabalho.

2. 1. 3 A avaliação e a família

Para que o educando tenha melhor proveito, a ação educativa deve ser planejada para envolver simultaneamente o educando, a família e as pessoas que com ele interagem. Informando aos pais sobre o desempenho dos alunos, que é um direito desses e dever da escola, ajudando-os a entender o processo de avaliação, ter conhecimento do conteúdo, da forma como os professores ensinam e avaliam seus filhos.

Desse modo, a escola em sua amplitude tem o papel de integrar educando → educador → família, visando ações conjuntas para promover uma aprendizagem significativa, contemplada tanto na elaboração como na execução do Projeto Político Pedagógico, elemento primeiro para uma organização tanto pedagógica como administrativa.

A escola deve adotar estratégias para que os pais possam acompanhar o desempenho dos seus filhos, avaliando-os e favorecendo a auto-avaliação de forma a se conscientizar da necessidade de mudança, visto que são partes integrantes do processo de ensino, pois esse não é somente o papel da escola, uma vez que os filhos têm como primeiro referencial os próprios pais, tomando-os como exemplo de valores morais. O diálogo deve ser a prática constante na relação escola → família, ressaltando os aspectos positivos, progressos e possibilidades de melhora. Os pais que participam das atividades escolares, inclusive da avaliação, valorizam mais os filhos, estreitando assim a relação de confiança, estimulando-os e incentivando-os a superarem suas dificuldades, favorecendo-os no crescimento como aprendiz e como pessoa.

2. 1. 4 A avaliação e o conselho de classe

O Conselho de Classe é uma ação coletiva liderada pela equipe gestora da Unidade Escolar na busca de alternativas para a resolução dos problemas pedagógicos, administrativos e comunitários da escola, como forma preventiva à reprovação, ao abandono e à evasão escolar, devendo o mesmo ocorrer em conformidade com os dispositivos regimentais e educacionais, o qual deve subsidiar a criação de metas, estratégias de ensino e a retomada de aspectos para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem.

Deve ser ainda um momento de reflexão para a equipe gestora, alunos e pais/responsáveis, para obterem uma visão de conjunto, onde o aluno não deverá ser rotulado, mas avaliado num todo, considerando seus limites, evitando assim, que a reunião do Conselho de Classe seja uma confirmação de apenas aprovar e reprovar. Informações sobre a classe e sobre cada aluno favorecem a tomada de decisões, imediatamente após a realização de cada Conselho de Classe. Esse Conselho deve avaliar dados referentes às dificuldades apresentadas pelos alunos e que precisam receber mais atenção por parte dos professores, para que depois possam elaborar propostas que venham melhorar o processo educativo.

O resultado final deve ter o consenso dos integrantes do Conselho de Classe em relação às intervenções necessárias ao processo de ensino e aprendizagem, para que se possa compreender cada progresso e dificuldade do aluno, a fim de promover aprendizagens efetivas.

2.1. 5 A avaliação e a recuperação

A recuperação tem caráter obrigatório e a Lei Federal 9394/96, recomenda que esta ocorra paralela ao período letivo. Esse procedimento é flexível em cada unidade Escolar, devendo estar contemplado no Projeto Político Pedagógico, para que haja adaptações e estratégias de acordo com a demanda. O artigo 24 deixa claro na alínea “e” quando afirma que há obrigatoriedade do estudo de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pela instituição de ensino em seus regimentos.

Para isso, a comunidade escolar deve empregar métodos e estratégias quando, no processo avaliativo, for detectado que determinados alunos não atingiram a aprendizagem mínima exigida pelo Sistema de Ensino.

Dessa forma, a recuperação é outra oportunidade intencional e deliberada de aprendizagem oferecida aos alunos que não obtiveram bom desempenho em um determinado período escolar. É onde o professor busca sanar as dificuldades da aprendizagem que o aluno apresenta por condições psico-sociais, econômicas e culturais, utilizando-se de novas metodologias de ensino.

Nesse sentido, a recuperação paralela se propõe a romper com a cultura de reprovação, sendo que as notas ou conceitos deixam de ser apenas registros, passando a ser passível de revisão, segundo critérios pré-definidos pela escola, garantindo a qualidade da aprendizagem.

2.1.6 Atribuições do professor no processo de recuperação

Cabe ao professor tomar todas as providências necessárias e oferecer estratégias de recuperação, que devem estar contempladas no Projeto Político Pedagógico. As atividades de recuperação devem ser realizadas com critérios, a fim de não sobrecarregar o recuperando.

Outra atribuição do professor é planejar e executar atividades que possibilitem a recuperação dos alunos com rendimento comprometido. Para isso, o professor deverá, ao término de cada conteúdo ou atividade trabalhada, verificar se houve aprendizagem, a fim de que o aluno possa avançar em relação às competências e habilidades a serem desenvolvidas.

Há fatores que devem ser considerados ao se planejar e se executar a recuperação, a saber:

- Diversificação de atividades e metodologias;

- Diversidade e ritmo de aprendizagem dos alunos;

- Nível de compreensão que o aluno deve alcançar;

- Qualidade do conteúdo e sua relevância científico-tecnológica e social, no desenvolvimento das habilidades e competências.

Bem como fatores que não favorecem o processo de recuperação, uma vez que nessa relação não pode haver outros meios, quando:

- O professor limitar-se a repetir a explicação da mesma forma conduzida anteriormente;

- Houver repetição do trabalho sem mudanças de metodologias, apenas como estratégias para adquirir notas;

- O professor não trabalha a real dificuldade do aluno;

- O professor usa a recuperação como punição, não priorizando a qualidade do ensino e a permanência do aluno.

2.1.7 Estratégias de recuperação

Estratégias são práticas diferenciadas que o professor deve adotar para conduzir o processo educativo, devendo considerar as características do aluno e das disciplinas para uma melhor intervenção pedagógica.

O momento mais importante para a recuperação acontece durante o período da aula, haja vista ser nesse momento que se percebem as dificuldades apresentadas pelos alunos, pois a avaliação contínua revela a sua importância na prática educativa. A revisão diária dos conteúdos, explicações complementares, atividades lúdicas, atividades de casa, correção de atividades, são procedimentos que atuam preventivamente e, se aplicados desde o início do processo ensino e aprendizagem, contribuirão para o desenvolvimento do aluno.

2.1.8 Medidas preventivas

O termo preventivo há muito já é usado nos meios estratégicos de ação da educação e saúde na prevenção dos fatores de risco para a vida. No campo da avaliação, o termo prevenir deve ser compreendido como ação estratégica para antever os resultados do processo de ensino e aprendizagem, o que pode garantir ao educando aprendizagem significativa evitando resultados negativos, considerando que a reprovação é um fator de risco ao seu desenvolvimento, de modo que a avaliação como ato preventivo implica tomar medidas antecipadas para que o resultado esperado, o sucesso do aluno, seja alcançado e alguns fatores precisam ser levados em consideração, tais como:

a) Projeto de Estudo: O professor da disciplina ou série, juntamente com o coordenador pedagógico, deverão criar um plano de estudo para aqueles alunos que apresentarem dificuldades de aprendizagem. Devem fazer parte do Projeto de Estudo, conteúdos significativos e atividades como: aula de reforço, plantão de dúvidas e formação de hábitos de estudos, dentre outros, que possam possibilitar o desenvolvimento de competências e habilidades básicas;

b) Atividades diversificadas: São atividades em que o professor poderá desenvolver, ao longo do ano, ações que possam contribuir na construção do conhecimento do aluno. Dentre as atividades diversificadas pode-se citar: aula de campo, intercâmbio cultural, pesquisa científica, oficina de leitura, desenvolvimento de projetos científicos e outros. Ao se desenvolver essas atividades, o professor da disciplina ou série, juntamente com o coordenador pedagógico, poderão trabalhar com registros diversos, de modo individual ou em grupo, constando os rendimentos e as dificuldades dos alunos diante de cada conteúdo trabalhado. As informações ou registros sobre o desempenho desse aluno devem ser revistas sempre que for necessário, ao longo de todo o período letivo;

c) Monitores: O professor poderá contar com o apoio de alunos que tenham um bom rendimento escolar para auxiliá-lo junto aqueles com menor desempenho. Caso a escola possa contar com estagiários, poderá ser feito um horário especial para o atendimento dos alunos com dificuldades, de modo que o planejamento para a aula de recuperação possa ser orientado pelo professor da disciplina ou série e o Coordenador Pedagógico;

d) Revisão de Provas: O professor poderá optar por corrigir a avaliação feita junto com os alunos. Nessa oportunidade, estará proporcionando um ‘feedback’ dos conteúdos e dos objetivos trabalhados, constituindo-se importante estratégia de recuperação dos alunos.

3. A AVALIAÇÃO E OS CONTEÚDOS CONCEITUAIS, PROCEDIMENTAIS E ATITUDINAIS.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, ao se efetivar uma avaliação, deve-se considerar os Conteúdos Conceituais, Procedimentais e Atitudinais como componentes que promovem as capacidades motoras, de equilíbrio, de autonomia, de relação interpessoal e de inserção social.

O professor, em sua prática pedagógica, deve ter consciência de que essas dimensões são objetos de aprendizagem que estão presentes em todas as atividades e contribuem para o desenvolvimento da capacidade dos alunos para uma participação ativa e transformadora, sendo necessário, portanto, observar-se o tratamento, a seleção e a organização que são dados a esses componentes essenciais no processo avaliativo.

3.1 Avaliação dos Conteúdos Conceituais

A aprendizagem dos Conteúdos Conceituais envolve a abordagem de conceitos, fatos e princípios que possam conduzir o aluno à representação da realidade, operando através de símbolos, idéias, signos e imagens. Para isso, o aluno precisa adquirir informações e vivenciar situações-problema que lhe permitam a aproximação de novos conhecimentos, que o conduzam à construção de generalizações parciais e que, ao longo de suas experiências, possibilitar-lhe-ão a elaboração de conceitos mais abrangentes.

3.2 Avaliação dos Conteúdos Procedimentais

Os Conteúdos Procedimentais devem proporcionar aos alunos autonomia para analisar e criticar os resultados obtidos e os processos colocados em ação para atingir as metas a que se propõem nas atividades escolares.

A consideração dos Conteúdos Procedimentais no processo de ensino é de fundamental importância, uma vez que permite incluir conhecimentos que têm sido tradicionalmente excluídos do ensino, como documentação, organização, comparação dos dados, argumentação, verificação, revisão de textos escritos, dentre outros tantos e inumeráveis fatores.

3.3 Avaliação dos Conteúdos Atitudinais

Os Conteúdos Atitudinais desenvolvem normas e valores que permeiam todas as ações educativas. A não compreensão desses valores pelos educadores conduz os educandos à aquisição de conhecimentos que não favorecem a formação de boas atitudes, restringindo o conhecimento apenas ao âmbito puramente conceitual. Nesses conteúdos é possível e necessário identificar as dimensões procedimentais, atitudinais e conceituais, com a finalidade de que o processo de ensino e aprendizagem não se restrinja ao módico processo de reprodução das coisas.

Não se pode aqui tratar dessas questões sem que se traga à luz da discussão exemplificações, de modo que todos os conteúdos devem ser trabalhados de forma integrada e o professor deve ter esta intencionalidade mediante qualquer tema ou assunto trabalhado em sala de aula, levando-se em consideração os critérios que deverão ser avaliados dentro destas três dimensões acima citadas.

Para se desenvolver a temática de poluição ambiental, deve-se levar em conta, por exemplo:

A. Conteúdos Conceituais:

- Detectar os tipos de poluição que prejudicam o meio ambiente;

- Identificar as causas que provocam a poluição;

- Identificar o tempo de desgaste dos materiais poluentes;

- Analisar as conseqüências.

B. Conteúdos Procedimentais:

- Desenvolver pesquisas sobre o tema e compartilhar as informações coletivamente;

- Observar às causas e interferir nos efeitos da poluição;

- Aprender formas de aproximar-se de informação para verificar hipótese.

C. Conteúdos Atitudinais:

- Conscientizar-se da importância de se preservar o meio ambiente;

- Utilizar diferentes fontes de informações, como forma de combate à poluição;

- Sentir-se parte integrante e ser responsável pela qualidade do meio em que vive.

Não basta que se vincule as ações desses conteúdos, mas que se proponha a dinamização da integração dessas ações, de maneira que se distribua, canalize e tenha resultados que possam estar interligados aos fatores de conservação da idéia natural de educar, de mediar os conhecimentos através de uma metodologia didática de conhecimento e de informação, para que não se faça do sistema de avaliação uma ‘arma’ metodológica de punição, como se tem feito até muito pouco tempo atrás.

Sempre se fala da razão tradicionalista e da metodologia tradicional, com argumentos de se buscar novos caminhos e novas abordagens, mas essas técnicas e abordagens não saíram, ainda, dos gabinetes de imposição das Secretarias de Educação para uma realidade prática do dia-a-dia da sala de aula, mesmo porque, o uso da máxima é tão freqüente: “Na prática, a teoria é bem diferente”. Realmente é mesmo, a partir do momento que não se propõe implantar uma inovação sistêmica dentro do processo, aguardando o seu tempo natural de adequação e de resultados, que logicamente não surgem do dia para a noite, mas de um tempo próprio e de acordo com a sua realidade natural.

Essas relações devem estar direcionadas para um núcleo e um objetivo comum que é a avaliação como um todo, de modo permanente, contínuo e compartilhado, como se pode observar no esquema que se apresenta a seguir:

AVALIAÇÃO: PROCESSO CONTÍNUO E COMPARTILHADO

ESCOLA PROFESSOR ALUNO FAMÍLIA

VOLTADOS PARA O

PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

VISANDO UMA

AVALIAÇÃO CONTÍNUA

ATRAVÉS DE

ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DEFINIDOS INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO AUTO-AVALIAÇÃO OBSERVAÇÃO REGISTRO.

E QUE SE TRADUZ EM

RESULTADOS

CONCRETIZADOS POR FATORES DE

ANÁLISE DOS RESULTADOS ELABORAÇÃO DE PROPOSTA PARA MELHORAR O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM MEDIDAS PREVENTIVAS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A avaliação é um ato preventivo, sendo para tanto, necessário que o professor conheça o nível de desempenho do aluno em cada etapa do processo educativo e compare essa informação com as competências e habilidades relevantes a serem desenvolvidas, em relação aos conteúdos trabalhados e, finalmente, tome as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados, pois seja a avaliação diagnóstica, formativa, emancipatória ou somativa, ela deverá necessariamente contribuir para o desenvolvimento do educando, não se limitando apenas como instrumento para formalizar e legitimar uma nota classificatória.

Entretanto, na concepção que vem sendo delineada ao longo deste tema, as dificuldades cognitivas enfrentadas pelos alunos são consideradas altamente educativas e sua análise é fundamental para que os professores possam perceber como os alunos estão construindo e elaborando seus conhecimentos, uma vez que a avaliação se torna um trabalho com sentido diagnóstico, formativo, e só então somativo, de forma a conhecer o aluno, suas dificuldades e facilidades, redimensionando o ensino e propiciando condições favoráveis ao desenvolvimento educacional do mesmo.

O que vale mesmo é o crescimento do aluno em relação as suas próprias expectativas e aos objetivos que são propostos pelo educador. Avaliar somente pelas respostas de uma prova inclui uma grande distorção no processo de aprendizagem, pois avaliar não é tarefa simples, e como afirma Luckesi (2001), mas pode ser um ato de coragem, responsável e amoroso.

Portanto, acredita-se que a Secretaria da Educação e Cultura pretenda, com a implantação e implementação da Proposta de Avaliação, subsidiar a prática pedagógica do professor promovendo uma orientação, reflexão e redirecionamento do processo avaliativo, considerando-se como referencial a Proposta Curricular, que incorpora uma concepção de aprendizagem centrada no desenvolvimento de competências e habilidades nas diversas áreas do conhecimento, objetivando garantir o sucesso do aluno na construção e elaboração do saber.

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

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Currículo do articulista:

Msc Ling.UFSC;Esp.Sup. Esc.PUCRS;Grad.Let. FEMMG;Prof.Mun.São José/SC; Prof.IEE de Florianópolis/SC.

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